Essas datas inventadas.
Quando a mocinha tem algum distúrbio psicológico, seja carência ao extremo ou reclusão que chega próximo ao autismo, a culpa sempre é dada ao pai. Se você já se questionou o por que é "assim", a resposta é a famosa frase "tem alguma coisa a ver com o seu pai".
Sinceramente acho que é verdade. Com certeza, o que ele fez ou deixou de fazer, influência minha vida no todo, e sim, afeta muito mais as mulheres, mas os homens também sofrem desse mal.
É muito triste pra mim essas datas especiais, já que tudo vai ser resumido a uma família reunida ao redor de uma mesa farta. Na minha casa é muito diferente disso. Pior ainda se for dia dos pais.
A família que não tem pais, nem avôs sabe bem do que eu falo. Eu, no caso, tenho um pai, mas abraça-lo no dia dos pais é muita hipocrisia, já que isso só tem possibilidade de ocorrer umas 3 vezes no ano e seria aquele abraço meio de lado, já saindo, tipo olhar 43, porém com muito menos vontade, por pura obrigação.
Agora que ele não está mais aqui eu acho que me livrei da hipocrisia, por um tempo pelo menos Não acordamos na mesma casa e nos vemos quando a vida cruzar os caminhos. No princípio foi um tantinho tristonho, mas com o que é um pouquinho melhor a gente se acostuma rapidinho.
Não tinha uma família ao redor da mesa, parecíamos desconhecidos, parecíamos estranhos. A conversa não existia, nem entendimento havia, passamos a não ter nem mesa, fazíamos as refeições no sofá, vendo nada na TV pra não precisar nem cruzar os olhares. A pior distância é aquela que separa quem está perto.
Ver a família que não existiu ser extinta dos sonhos ainda está difícil de assimilar. Ainda sonhava com algo impossível, nem sei mais, ao mesmo tempo que queria sumir daqui, por desistir de tudo, eu queria também ter o que nunca tive pra ver se era bom.
Não há o que comemorar, nunca teve. O ano todo cheio de datas inventadas, afinal as datas são todas inventadas, não tem como fugir. Extingui do meu calendário as datas comerciais, não sei se sobrou alguma que dê pra comemorar. Às vezes penso que se não me rendo aos costumes, ditos culturais ou então globais, fico melancólica, tristonha, como em todos os domingos. Na verdade não me rendo por que não há realmente motivos, nem ânimo, nem significado algum pra mim, do contrário eu estaria ao redor da mesa cheia de fingimentos, como todos estavam, a pouco.
Sinceramente acho que é verdade. Com certeza, o que ele fez ou deixou de fazer, influência minha vida no todo, e sim, afeta muito mais as mulheres, mas os homens também sofrem desse mal.
É muito triste pra mim essas datas especiais, já que tudo vai ser resumido a uma família reunida ao redor de uma mesa farta. Na minha casa é muito diferente disso. Pior ainda se for dia dos pais.
A família que não tem pais, nem avôs sabe bem do que eu falo. Eu, no caso, tenho um pai, mas abraça-lo no dia dos pais é muita hipocrisia, já que isso só tem possibilidade de ocorrer umas 3 vezes no ano e seria aquele abraço meio de lado, já saindo, tipo olhar 43, porém com muito menos vontade, por pura obrigação.
Agora que ele não está mais aqui eu acho que me livrei da hipocrisia, por um tempo pelo menos Não acordamos na mesma casa e nos vemos quando a vida cruzar os caminhos. No princípio foi um tantinho tristonho, mas com o que é um pouquinho melhor a gente se acostuma rapidinho.
Não tinha uma família ao redor da mesa, parecíamos desconhecidos, parecíamos estranhos. A conversa não existia, nem entendimento havia, passamos a não ter nem mesa, fazíamos as refeições no sofá, vendo nada na TV pra não precisar nem cruzar os olhares. A pior distância é aquela que separa quem está perto.
Ver a família que não existiu ser extinta dos sonhos ainda está difícil de assimilar. Ainda sonhava com algo impossível, nem sei mais, ao mesmo tempo que queria sumir daqui, por desistir de tudo, eu queria também ter o que nunca tive pra ver se era bom.
Não há o que comemorar, nunca teve. O ano todo cheio de datas inventadas, afinal as datas são todas inventadas, não tem como fugir. Extingui do meu calendário as datas comerciais, não sei se sobrou alguma que dê pra comemorar. Às vezes penso que se não me rendo aos costumes, ditos culturais ou então globais, fico melancólica, tristonha, como em todos os domingos. Na verdade não me rendo por que não há realmente motivos, nem ânimo, nem significado algum pra mim, do contrário eu estaria ao redor da mesa cheia de fingimentos, como todos estavam, a pouco.

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