Erros
Novembro tá sendo difícil, muito mesmo, nem escrever eu consegui, apesar de ter passado a semana toda sem tirar o nariz na janela de casa, ou melhor, nem pra fora das cobertas. Choveu maldição em mim, mas acho que agora que saiu um Sol bonito já deu pra secar e evaporar toda pra longe de mim.
Odeio quando nessa época em que começam os calorzinhos, a gente se anima todo, pra acabar com a alegria a garganta começa a arranhar, as coisas começam a quebrar, tudo começa a dar errado. Vamos acreditar na ideia de que quando tudo dá errado acontecem coisas que não aconteceriam se tivesse tudo dado certo, se servisse de consolo, mas chega a entristecer mais ainda ter que mudar os planos a cada erro.
Sigo em frente com pouca determinação, quase nada. Desanimei completamente, não luto mais por ninguém, nem por mim, realmente eu deprimi, novamente eu desisti. Parece que é um ciclo, sempre volto a isso, gostaria de ter mais que apenas começos, queria algo que continuasse, uma vida toda em linha reta, nem que leve ao abismo, mas que não votasse ao ponto de partida. Mais um erro, pois a vida é feita de um começo no que já acabou, a vida nada mais é que o processo de morte.
Tento me desprender, cheguei a citar desapego? Desapego. Preciso me libertar, chega de ser flor. Já fui botão, sou flor, agora depois daquela chuva de pedras as pétalas caíram, preciso me recompor. Não é um processo fácil e indolor, preciso morrer em mim novamente.
Bem que meu horóscopo disse sobre rever conceitos, há novas oportunidades, parte de um processo. É isso que eu queria mesmo acreditar, queria mesmo saber que vai passar. Meu motivo de ainda ter esperança de ao menos eu voltar a ter vontade de prosseguir é que me mantém, apenas e sempre e com tal zelo...
E há quem não acredite, há quem nem saiba, nem queira ver. Vai ver sou eu que não percebi, vai ver sempre sou eu a culpada. O erro é meu, como praxe, prefiro que seja assim em vez de pensar que você não se importa, ou que a vida mudou tanto de hora pra outra. Prefiro mentir pra mim.


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