Sou eu tentando me proteger.


Sempre que a situação muda eu não sei mais como agir e fazia um bom tempo que não mudava. Tem aquela coisa de mostrar interesse, sem querer ser chata e pressionar pra nada. Sem querer ser desinteressada e desleixada eu deixo o tempo passar, mas é que o tempo sempre passa e eu é que fico com o tempo gasto.
Não foi tempo perdido, nada é, mas é um tempo gasto que sempre vou pensar ter gasto errado. Não sei se me desespero ao deixar que alguém me permita ter outras experiências, ou se eu me orgulho por ser tão desprendida. Não tem nada que me prenda. Não me perturba perder alguém que nunca chegou a ser meu. O que me perturba é nunca ter alguém pra chamar de meu.
Não acredito nessa possessão, mas tenho consciência que o ciume é possessivo e que sentir isso por alguém é sinal de intimidade e confiança. Queria poder ser justa ao ciume que você sentia, queria poder sentir ciumes também, mas não sentirei, acho que nunca. Ter confiança cega é burrice, ter exclusividade também não existe. Sei que eu não faria nada que se chame traição, mas não chego a confiar que isso seja reciproco, nunca. Por essa semi-certeza é que digo o porque do meu desprendimento.
Sou mocinha, certinha, com TOC, romântica, iludida, desconfiada, descrente, receosa, pré-julgada e pré-conceituada. Me defino com isso, portanto minha indecisão e incerteza sempre serão comigo, precisará me convencer e conquistar pra estar comigo.
Esta sou eu me protegendo, erguendo redomas e muralhas, podia estar mais perto, mais solta, livre, mas me faltam motivos ainda. Sou toda minha, mesmo assim toda carente, posso me dar de presente em pedacinhos, aos pouquinhos até eu ser por inteiro.

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