2015

Este ano foi realmente pesado, longo e corrido. Ao mesmo tempo que entediante e estressante, demorado a passar, também sinto que tive pouco tempo para coisas a que quis me dedicar. E é necessário fazer uma reflexão sobre o tempo, por hoje, estarmos encaminhados ao fim de mais este ciclo.
Hoje no trabalho, passei horas ouvindo buzinas, gritos e vuvuzelas, pandeiros e sim, este é mais um protesto, mais um neste ano. Não sei somar quantos dias deste ano foram assim. Marchinhas de carnaval? Não lembro do Carnaval, mas teve trio elétrico nos protestos de março, o bloco do Camburão. Pois sabemos, como bons brasileiros achar algo para rir, enquanto tudo encaminha-se para a desgraça.
Pode que toda essa indignação se encaminhe para o contrário, trouxe união quando havia tanta divisão.
E pensar que tudo isso começou com os protestos em 2013, pois sim, lá foi um exemplo de como ser visto, como ser ouvido, embora aqueles protestos não tiveram os resultados esperados, foi por meio deles que os jovens que eu vejo agora protestarem e ocuparem escolas aprenderam a ter voz e fazer valer o que significa política. E para quem diz que não há política em sair às ruas para pedir algo. Leia:
"PolĂ­tica: Significado de "polĂ­tica" no Dicionário PortuguĂŞs Michaelis.
Arte ou ciĂŞncia de governar. 2 Arte ou ciĂŞncia da organização, direção e administração de nações ou Estados. 3 Aplicação desta arte nos negĂłcios internos da nação (polĂ­tica interna) ou nos negĂłcios externos (polĂ­tica externa). 4 Orientação ou mĂ©todos polĂ­ticos."
Ai depois de um ano intenso e conturbado, findamos com pedido de impeachment aceito por um Presidente da Câmara sem qualquer vergonha sobre as acusações que tem recebido, um Vice presidente que se sente decorativo e ocupações em quase 200 escolas no estado de SP, sem qualquer respeito por parte do Governador, que agiu com truculência assim como começamos o ano aqui no PR.
Isso sem falar nos desastres que mediaram isso, no Brasil há tanta lama derramada, e tanto silêncio incomodo. Falta água ao norte daqui, falta sol ao sul e aqui. Sobram casos que acusam a chegada de um novo vírus junto com os turistas que vieram na Copa, sobram muitas consequências de coisas que não sabemos que poderiam ter sido e não foram.
E terminaremos o ano com a mesma "trilha sonora", com revolta e esperança entre os gritos e buzinas que ouvimos, o Natal ainda está sem luzes, sem paz. Mas ainda temos mais 19 dias até o fim do ano, o que poderemos viver até lá?!

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