Eurotrip 2018 - Holanda

Olá.  Olha nós aí, a Bélgica nos envolveu tanto que nem lembramos que já estávamos a mais de um mês na estrada mochilando. É uma marca histórica para nós, nunca havíamos estado tão longe e nem tanto tempo sem voltar para nossa cidade. Lembramos rapidinho dessa marca, mas já tínhamos que seguir para a Holanda!

Como na maioria das vezes tivemos um host incrível nos esperando. Creio que resultado de nossa pesquisa, raro o caso que houve um check-in ruim. Mesmo nesse dia atrapalhado que chegamos em Roterdã perto de meia noite. A previsão de chegada era às 9 PM, a hora que o ônibus saiu de Bruxelas, soubemos depois que o ônibus veio direto de Londres e algum atraso aconteceu no Eurotúnel, lembramos então da nossa travessia, também tivemos um atraso lá. A internet funcionando muito bem por todos os países por onde passamos, felizmente, então por todo o caminho - sim, todo o caminho, não perdemos o sinal na estrada por lá - fomos avisando o host sobre onde estávamos e quando chegamos.

Já em Roterdã pegamos um tram na estação central, que nos deixou a duas quadras da casa, um caminho tranquilo que fizemos a pé, depois da meia noite. Uma das primeiras coisas que nos chamou a atenção, junto com todas as bicicletas todas amarradas na rua mesmo e então logo que chegamos na casa a arquitetura local. Prédios bem estreitos e bem altos, escadas íngremes e só em Amsterdã fui entender os motivos.

Um lugar aconchegante, um quarto apenas, mas com todo cuidado, inclusive nós tínhamos disponíveis duas bikes para usar nesses dias que estávamos por lá. Animados, porém cansados, fomos descansar.

No outro dia logo cedo pegamos as bikes e saímos em direção a Estação Central. Na outra noite ela estava incrível, uma cidade toda iluminada e o desenho da Estação Central se destaca. Muito linda, mas estávamos tão cansados que não pudemos aproveitar. Antes de seguir paramos comer em um café ali próximo, eu pedi um sanduíche de pasta de amendoim e vinha com alguma folha verde, tomates e pimenta, um sabor muito interessante. Recomendo.

Na estação central um estacionamento lotado de bike's.

O café do melhor sanduíche de pasta de amendoim que já comi.

A moderna Estação Central de Roterdã

As nossas magrelas

Dali seguimos para uma rua cheia de lojas, com um calçadão largo em busca de promoções e encontramos! Tudo muito perto, fomos em direção a Grote of Sint Laurens-kerk, uma igreja que sobreviveu a 2WW, nos sentamos no parque que fica bem em frente onde está uma estátua de Erasmo de Roterda. Essa praça fica a uma ponte do famoso Markthal, com sua arquitetura diferentona, bem no estilo Roterdã de ser, ali tudo pertinho, a Casa Cubo e a Estação de Blaak.

Não preciso dizer que não precisamos quase nada de transporte público em Roterdã, lá no começo já contei da bike e até agora o percurso poderia tranquilamente ser feito a pé. Mais uma ponte, logo em baixo das Casas Cubo e seguimos para a Marinermuseum, ali está o prédio que já foi o mais alto de toda a Europa, por algum tempo, chamado também de Casa Branca de Roterdã. Também sobrevivente da 2WW. Essa Região é cheia de restaurantes e bares. Com certeza um lugar para os mais animados voltarem mais no fim da tarde. Porém estávamos animados para seguir, ainda era cedo. Descemos então a ponte (são sempre muitas na Holanda né?) em direção a ErasmusBrug, olha ele aí, o rapaz da estátua logo ali. No caminho passamos pelo Loods 24, uma triste lembrança sobre as flagelas da 2 WW. Antes de atravessarmos a ponte aproveitamos a paisagem da ponta de Kop Van Zuid, uma região cheia de restaurantes chiques, prédios altos em meio a armazéns históricos. Não entramos hahahaha, mas a paisagem é de graça!

Grote Sint Laurens-Kerk

Região ao redor de Markthal

Markthal por dentro.

Não podia faltar o famoso stroopwafel. Realmente delicioso.

Casas Cubo

Witte Huis

Marine museum

Atravessamos a ponte e seguimos para casa descansar, estávamos nos preparando para a grande jornada do dia seguinte. Nosso próximo destino era Kinderdijk. Pesquisamos um pouco antes de enfrentar o caminho, encontramos alguns outros aventureiros como nós que já haviam feito o mesmo percurso de bike. Mesmo que as magrelas disponíveis não fossem das mais modernosas estávamos animados para ir calmamente até o parque dos 19 moinhos e apreciar a paisagem até lá.

Realmente foi um dia incrível para ser vivido. Saímos da casa perto de uma da tarde e chegamos lá perto de 3 da tarde. Um caminho nível fácil, afinal não somos muito bikeriders, mas nos orgulhamos do feito, foram 41 km, somando a ida e volta. Dentro do parque também fizemos todo o passeio de bike. Claro, um lugar com entrada livre, gostamos mutcho! Estava um diazin nublado, mas foi muito agradável para pedalar.

Inspire-se em fazer esse caminho:

Todo o caminho com ciclovias exemplares.

Inclusive passamos por muitas pontes, muitas delas apenas para pedestres e ciclistas.

Nós e nossas bikes atravessamos também um rio de balsa, não entendi bem porque não quiseram fazer uma grandiosa ponde nesse local, mas pagar módicos Euro 0,80 por pessoa com bike foi parte do passeio.

Nós de bike pelo parque.

São 19 moinhos no total, há um moinho que paga-se para entrar e conhecer seu funcionamento, sim eles funcionam :D

Estes moinhos tinham uma função diferente, era para regular o nível de água dos canais.

Ah! Uma pausa para fotografar o carrero da Holanda, com plaquinha e se liga nessa pinguela. Canais por todas as partes,país exemplar sobre controle de vias e hidrovias.

Achou que vimos só 19 moinhos? Nã! Tem mais alguns ainda pelo caminho.
Então no outro dia partimos de Roterdã para Amsterdã. Mal achamos a casa em Amsterdã e já pegamos um trem para longe dali, por um bom motivo, queríamos aproveitar a tarde para conhecer Zaanse Schans para poder aproveitar bem com calma os outros dias. Foram 20 minutinhos até a estação mais próxima em Zaandan, acho que foi até mais rápido do que encontrar a casa, ficamos perto de um campo de obras, então o caminho que para o Google era mais perto acabou ficando muito mais longe, pelo desvio que tínhamos que fazer, na ida para Zaanse Schans já pegamos o tram em outro ponto, muito mais perto. Acontece, às vezes o Google não está tão atualizado assim e em algumas cidades não há outros app's de transporte público para nos antecipar algumas mudanças.
Nada grave, chegando em Zaandan uma curta caminhada de cerca de 10 minutos nos leva em direção ao parque, logo que descemos da estação já começamos a sentir o cheiro da fábrica de chocolates que ainda existe por ali. É quase insuportável, ainda mais para chocólatras como eu.

Chegando ao Parque Histórico de Zaanse Schans

Este parque vai muito além dos moinhos. É uma vila histórica, então há um antigo mercado Albert Heijn, alguns produtos antigos e também casas no estilo Holandês de mais de um século. Além de muitos canais e pontes, claro.

Moinhos, claro, estes diferente dos moinhos de Kinderkijk serviam para moer pedras para extração de corantes e também sementes.
Para acompanhar o queijo e mostarda que compramos, uma cerveja Holandesa para cada dia.
Estávamos tão perto, como não aproveitar cervejas trapistas a 1 Euro?



Queijo defumado e mostarda balsâmica, além destes também pudemos experimentar na loja outros sabores de queijo e acompanhamentos que vão além da mostarda. Quase não consegui voltar para casa.
O outro dia em Amsterdã nos reservava o que temos de mais tradicional. Heineken Experience. Já tínhamos adquirido o ingresso com antecedência, então nosso passeio foi o Rock the city, começou  pelo Adam Lookout. Chegamos lá pela Estação Central de Roterdã, atras dela está a balsa para a travessia, sem custo algum, porém um pouco apertado na disputa com tanta gente e tanta bike junta. A espera não é grande, são duas balsas que revezam de um lado ao outro.
Ao subir o Adam Look out a primeira surpresa, não sabia o quão legal era o elevador, são um jogo de luzes e sons que já deixam a gente curioso sobre o que veremos lá. Nada demais (para baixar sua expectativa), é um prédio bem alto em um lugar plano, então é possível enxergar muito longe de lá. Há quem pague para se balançar nessa altura, não foi o nosso caso. Aproveitamos a vista, bebemos uma coca gelada para amenizar o calor e quando chegou nosso barquinho descemos para ir até a antiga fábrica da Heinekein.
Há muito conteúdo sobre a experiência, mas não há conteúdo que transmita tão bem a experiência quanto estar lá, foi sim muito divertido. Há um roteiro lógico e você acaba se envolvendo com as atividades de uma forma natural.
Única coisa que não recomendo é ir com calçados muito leves ou abertos. O chão estava bem grudento quando chegamos ao bar para aproveitar da nossa cerveja. E na verdade é mais para um ambiente de balada do que um bar, então imagina como fica.

Conseguimos uma foto quase só nós no tradicional I'amsterdam <3

Valeu muito a pena subir até o ponto mais alto de Amsterdã e poder enxergar quase lá em Zaandan
Lá em baixo já estava partindo o primeiro barco da Heinekein para a antiga fábrica.

Várias casa barco ao longo dos canais. Foi então que nos explicaram o porque das casas tão estreitas e inclinadas para frente. Sabe aquele gancho lá no alto? Serve para içar os móveis para dentro, então a inclinação do prédio diminui a chance de algo se estragar batendo nas paredes, e a estreitura das casas se deve a um jeitinho de se manter sem pagar imposto caro, já que o imposto era calculado com base no quão grande eram as fachadas das casas.

Heinekeins até não querer mais.

Heinekens de todos os anos imagináveis.
Saindo da Heinekein ainda era relativamente cedo, estávamos no início do verão então os dias longos nos levavam a aproveitar bem a luz do dia. Estávamos perto da Albert Cuypmarkt, mas chegamos tarde, quase todas as barracas já estavam vazias, apenas pudemos sentir que o dia foi movimentado por ali. Seguimos então para o quarteirão dos museus, não era nosso plano entrar nos museus então chegamos em um restaurante e pedimos um fish and chips. Recobramos o ânimo e decidimos ir a pé pelo parque Vondelpark até mais perto da casa para podermos pegar o tram que nos deixaria quase em casa. Não imaginávamos que já estaríamos tão cansados, ainda demos uma pausa no parque, estava bem cheio, super tranquilo para aproveitar um fim de tarde. Finalizamos o dia.

No outro dia nosso roteiro era chegar no centro e caminhar por tudo quanto conseguir. Era nosso último dia em Amsterdã, nosso ônibus noturno partiria às 9 da noite. Começamos nossa caminhada novamente pela Amsterdã Central, viemos caminhando em direção a Praça Dam, passamos pela De Oud Kerk e entramos na região medieval de Amsterdã, ali era a antiga praça de mercado, há um monumento nacional em frente a praça e também onde fica o Palácio Real de Amsterdã, tava rolando um encontro de barbudos, paramos para observar a movimentação. Seguimos para casa de Anne Frank. Foi um dia rápido de caminhada curta, voltamos para casa para nos organizar para o check out e nos despedir da Holanda.

Bikes, canais e essa arquitetura que dá impressão que tá tudo torto.

Estátua em homenagem à história de Anne Frank 
Teve louça gigante



E tulipas também

Não faltou tamancos, claro, inclusive esses estilo pantufa.

Essa loja, pode confiar.

Sanduíche de croquete, para finalizar toda a experiência holandesa. Recomendo.

Nossa despedida teve um pôr do sol incrível e com certeza o melhor ônibus, mas essa história do ônibus fica para o próximo post.

Segue a viagem.

PS: Estamos com dois meses de atraso nas postagens, já retornamos ao Brasil, quem nos segue no Instagram já sabe disso. Mas continua seguindo para não perder os próximos relatos das experiências que tivemos indo mais ao leste da Europa! :D 

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